23 fevereiro 2010

22 fevereiro 2010

19 fevereiro 2010

O Último Verão na Ria Formosa

Quando estão juntos satisfaz-se em fitá-la, em ouvi-la,
em observar-lhe as pupilas e o movimento dos
lábios a um metro de distância dos seus olhos.
Enquanto fala com ele Mariana pertence-lhe.


José António Saraiva

17 fevereiro 2010

E sem mais nada, partiste.

Como pudeste fazê-lo? Desististe. Disseste basta.
Porque foste sem avisar?
Foste sem deixar uma pista, uma explicação ou hipótese de voltar atrás.
Decidiste e foste.
Sem ninguém te pedir, sem ninguém te levar e sem ninguém saber...
Só tu foste o culpado. Ou a vítima. Não sei. E ninguem sabe. Só tu.
Chegaste sozinho ao fim da linha. Decidiste sozinho que não havia mais para dar.
E não deste mais. Não pediste mais. Não quiseste mais.

Não te conheço mas fizeste-me chorar.
Fizeste-me chorar de desespero.
De passar o dia a perguntar-me porquê.
Mas tu deixaste-nos sem resposta.

E sem mais nada, partiste.
Simples e terrivelmente, partiste.

14 janeiro 2010

A questão é simples. É igualdade.


"Mas de repente querem-se casar? Para quê, é por isso que vão ser mais felizes?"
Não. Realmente ninguém ganha dignidade ou felicidade só por se casar!
A questão é esta e é simples: a dignidade e a felicidade só são possíveis se nos for permitido ESCOLHER casar ou não casar, divorciar ou não divorciar, ter filhos ou não ter, adoptar ou não adoptar... etc etc.
Para ESCOLHER é necessário que a lei nos permita fazê-lo. E é a isto que chamo Igualdade. A questão é simples.
Na verdade, não é uma questão porque não é questionável.

03 janeiro 2010

O espaço vazio

Há no meu coração um espaço vazio. E nele, há também uma ânsia de o encher.
Esse espaço vazio é diferente dos outros. Acha-se feliz e todos os dias o diz bem alto, ainda que para si mesmo. Mas de vez em quando pára, vê-se por dentro, olha-se ao espelho e sente-se de novo vazio. O que não implica que esteja infeliz, está apenas meio cheio, ou meio vazio.
Aquela ânsia de que falei é a vontade permanente de querer fazer tudo, conseguir tudo, viver tudo e de repente, saber que não fez nada do que desejaria ter feito. Olhar os outros e ver que eles o fizeram em vez dele. E invejá-los por isso.
Deve ser desta idade. Talvez haja uma idade em que os corações se sintam meio cheios, ou meio vazios. Talvez haja uma altura em que o mundo corre mais depressa do que nós e que mesmo assim tentamos sempre ultrapassá-lo. Mesmo sabendo que não somos nós que corremos demasiado devagar mas que é ele que corre demasiado depressa.
Quando percebe que não o consegue alcançar, tenta que seja ele a abrandar ou até a parar por uns instantes. Só para ter tempo ou força de voltar a encher de novo, o seu espaço meio cheio ou meio vazio.

02 janeiro 2010

2 Janeiro de 2010

Ano novo, vida mesma.
Desejos para 2010? praticamente os mesmos de sempre, com uma alteração ou outra. Parece monótono mas não é. Se cada passa me der o que lhe pedi, sou feliz. E nos último anos parece que têm sido minhas amigas.
Depois de me desejar bom ano uma amiga no msn pergunta se está tudo bem e eu respondo:
Tudo bem, mas preciso de férias a sério: daquelas em que se acorda sem despertador e em que se passeia no chiado sem objectivo nenhum. A namorar ou a rir com uma amiga, tanto faz.
Daquelas em que não se tem remorsos ao fim de um dia sem fazer nada: sem "produzir" nada, como costumo dizer.

07 maio 2009


Robert Doisnea





17 fevereiro 2009

ontem, ficaram coisas por dizer

Há uma semana atrás, ontem, há uns minutos atrás ou há pouco,
esqueci-me de te dizer uma coisa...

esqueci-me de te contar como foi, de te perguntar como estás hoje, como estou hoje...
esqueci-me de parar e olhar bem para ti...
esqueci-me de sorrir, de rir, de chorar ou mesmo de gritar!
esqueci-me de sentir aquele momento passar... sentir o calor ou o frio... respirar bem fundo...
esqueci-me de te contar um segredo e contar-vos um história...
esqueci-me de dizer que adorei estar contigo, adoro estar convosco, adoro ser, adoro viver...

ficam sempre tantas coisas por dizer...